Sexta-feira, Julho 25, 2008


Pressinto o fim do tempo de mim, em ti.
Pressinto um acto de resignação, contraditório ao meu ser, num esvair das forças que a alma comporta.

Cedo-me, entre o dia e a noite, à igual diferença que os dias vão tomando.

Pressinto o esvaecer do todo e do tanto que em ti ainda possa existir, de mim. Na delonga dos gestos, nos silêncios das palavras, na carência da percepção da minha ausência, da escassez do meu sorriso.

Regresso ao meu mundo, na cadência que o esvanecer dos teus sentires me inflige, contigo em mim, ocupando todos os meus espaços. E vou-me fechando ao ritmo dos ponteiros do relógio desse tempo que pressinto.

Segunda-feira, Julho 14, 2008


Não sei de onde vem esta saudade…
Se é desejar-te… se é amar-te…

Não! ... Não sei se é desejar-te…
Quando o teu cheiro é o meu arrepio
O toque das tuas mãos o meu estremecer…

Não! ... Não sei se é amar-te…
Quando a tua ausência é a minha inquietude
A presença o descompasso do coração…

Não! ... Não sei se é desejar-te…
Quando o teu beijo é a minha loucura
O teu desejo a minha entrega…

Não! ... Não sei se é amar-te…
Quando o teu sorriso é carícia
E o olhar me desassossega a alma…

Não sei se é desejar-te…
Não sei se sé amar-te…

Sei que me fazes bem… fazes-me falta…

Quinta-feira, Julho 03, 2008

Não resisti :)


Não é meu hábito… mas não resisti! :)

Ouvi hoje, bem cedinho, esta música no rádio durante o curto percurso até chegar ao trabalho. Pois… ficou-me “no ouvido” :)

Não consigo deixar de esboçar um sorriso sempre que ouço algumas músicas que me transportam de novo para a adolescência… da qual tenho excelentes recordações.

Apesar de já ter uns “aninhos”… continua dar-me prazer ouvir.
Assim como tantas outras músicas dos FANTÁSTICOS anos 80!

Espero que gostem de a recordar!
Beijinhos


Paixão

Jurei ser eu o teu luar
Brilhar só eu no teu olhar

Paixão, paixão não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim
Paixão, paixão não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim

Oh por favor vá lá sorri
Dou-te esta flor um beijo a ti

Paixão, paixão não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim
Paixão, paixão não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim

Paixão, paixão não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim

Paixão, paixão não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim
Paixão, paixão não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim

Quinta-feira, Junho 26, 2008


Ainda sinto o gosto do último beijo!

O teu beijo sabe a saudade...


Terça-feira, Junho 17, 2008


Gostava…

Gostava de saber…
Gostava de saber como me vês…
Gostava de saber como me tens…
Gostava de saber como me escutas…

Gostava…

Gostava de saber…
Gostava de saber como me pensas…
Gostava de saber como me queres…
Gostava de saber como me sentes…

Gostava…

Para saber...
Porque te mereço assim…


Sexta-feira, Junho 06, 2008


De mansinho.
Pé ante pé.
Como quem entra em casa
A meio da noite
Para não perturbar o sono dos que a habitam.

Assim foste entrando em mim.


De mansinho.
Como quem despe
Sem pressa
As vestes do dia que termina
Enquanto desfruta dos pensamentos, sorrindo.

Assim me foste desnudando a alma.


De mansinho.
Como quem afasta, lentamente, a roupa
Do leito que acolhe o descanso.

Assim me foste abrindo o coração.


De mansinho.
Como quem se aninha
Num deleite intimo
Em lençóis lavados
De aroma a jasmim

Assim te foste aninhando em mim.


De mansinho,
Amo-me
Porque te amo em mim…

Terça-feira, Maio 13, 2008


Talvez…
Talvez a questão seja eu, talvez esteja em mim.
Talvez a questão seja eu e esta minha sede desmedida de vida.
Talvez seja esta minha vontade sufocante de querer abraçar.
Talvez seja esta minha vontade de partir para um qualquer lugar onde me esperem ou não, sem nota prévia de chegada ou hora marcada de regresso.

Talvez seja eu e este meu desejo incontrolável de querer VIVER.
Talvez seja eu e este meu desejo incontrolável de querer DAR.
Dar, dar-me por inteiro. Intensamente. Plena.
Porque só assim faz sentido e sei viver.

E SENTIR…
Sentir a alma vibrar, o corpo estremecer com um sorriso num rosto, um brilho de um olhar, a ternura de uma mão que se estende, o calor que se dá e recebe num abraço, como uma meta cumprida, um objectivo atingido, um sonho realizado.

Talvez…
Talvez seja eu e esta minha avidez de querer parar de escrever a página de um livro cuja personagem deixei de reconhecer, e começar outro. De novo. Com o Eu que conheço, que sempre fui e que perdi num qualquer parágrafo escrito no lugar errado, que fez mudar o rumo desta que é hoje uma desinteressante história. Um enredo que vai perdendo a cada dia o sentido, com um epílogo demasiado previsível.

Talvez…
Talvez seja eu, mera figurante ou personagem em papel inadequado.
Talvez seja eu e minha cupidez de querer correr pelas linhas, tropeçar nas vírgulas, cair nos pontos finais e erguer-me para um novo parágrafo, uma nova página. De querer aprender pela passagem dos pontos de interrogação, deliciar-me com pontos de exclamação, mergulhar nas reticências e absorver tudo o que está para além delas.

Talvez…
Talvez seja eu e esta minha sofreguidão de me superar a mim mesma. Porque acredito que nunca sou o bastante e que posso ser sempre mais e melhor.

Talvez…

Talvez seja eu:
a loucura sentenciada pelos que me crêem saber!

Talvez seja eu:
a lucidez entendida pelos que me conhecem!